A companhia Air France vai substituir em poucos dias os sensores encarregados de medir a velocidade de seus aviões dos modelos A330 e A340, acelerando o calendário para essa troca, anunciou o Sindicato Nacional de Pilotos de Linha (SNPL).
Segundo Dagoberto Salazar, engenheiro aeronáutico da Universidade Politécnica da Catalunha, qualquer problema nesses sensores pode gerar uma incoerência de velocidades medidas, o que parece ter acontecido com o avião da Air France que caiu no Atlântico.
A Air France disse em comunicado recente que havia "acelerado" seu programa de substituição dos sensores de velocidade, lançado em 27 de abril, após ter constatado desde maio de 2008 que alguns dos originais tinham causado "incidentes de perdas de informações".
A agência encarregada de investigar o acidente com o avião da Air France afirma que o Brasil negou o cesso de um perito francês, às autópsias das vítimas.
Em entrevista nesta quarta-feira, em Paris, o diretor do Birrô de Investigações, Paul-Louis Arslanian, disse ter ficado "triste" com o fato de um patologista ter sido proibido de acompanhar os exames nos corpos resgatados do mar.
E contou que, até agora, a França não teve acesso a nenhum dos resultados das autópsias. Ele disse que não quer criar nenhum problema entre França e Brasil, e afirmou que deve haver uma explicação para isso. Mais uma vez, Arslanian alertou para o perigo das especulações sobre as causas do acidente.
Mas afirmou que os investigadores estão "um pouco mais otimistas" e mais próximos do objetivo de descobrir a causa do acidente. Porém, foi cauteloso em ressaltar que não se pode dizer quão perto eles estão dessa descoberta.
Equipamento pode ter provocado a queda de Airbus.
Um professor da Escola Nacional de Seguros, ouvido pela BandNews FM, defende que um equipamento presente nos Airbus 320 e 330, chamado "ADIRUs", pode ter contribuído para a queda do avião da Air France.
A Força Aérea Brasileira informou, nesta terça-feira, que já realizou a mudança no indicador de velocidade do avião presidencial, conhecido como Aerolula.
Em nota, a FAB diz que a troca ocorreu conforme sugerido pela fabricante Airbus.
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Segundo a FAB, foram identificados mais objetos em 3 pontos distintos do mar.
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Segundo o coronel Jorge Amaral, o avião da FAB R-99 localizou durante a madrugada uma peça de 7 metros de diâmetro, 10 objetos metálicos e uma mancha de óleo, que teria cerca de 20 quilômetros de extensão.
Os novos destroços foram avistados em um raio de cinco quilômetros.
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