O presidente ultraconservador iraniano, Mahmud Ahmadinejad, afirmou nesta quarta, durante seu discurso de posse de seu novo mandato no parlamento, que o Irã continuará com sua resistência frente às "potências opressoras".
O cineasta iraniano Mohsen Makhmalbaf, diretor do filme "Kandahar" (2001), pediu que sejam realizadas novas eleições no Irã com a presença de observadores internacionais para evitar "mais fraudes" e que o mundo não reconheça Mahmoud Ahmadinejad como presidente do país.
Em entrevista coletiva em Roma, Makhmalbaf, porta-voz do candidato reformista Mir Hussein Moussavi, denunciou que a reeleição de Ahmadinejad no pleito de 12 de junho foi "um golpe de Estado".
O cineasta afirmou que Moussavi tinha recebido a notificação de sua vitória e enquanto estava preparando o discurso que ia pronunciar após ser proclamado presidente foi informado de "que não podia ganhar".
Roger Cohen, colunista do jornal "Herald Tribune", comenta o processo eleitoral no Irã e as manifestações contra a eleição de Mahmud Ahmadinejad.
O candidato a ser escolhido presidente nas eleições desta sexta-feira, no Irã, terá que enfrentar o desafio de voltar a pôr nos trilhos uma economia abalada pela queda do preço do petróleo e por uma inflação superior a 25% ao ano.
A quatro dias da eleição presidencial iraniana, dezenas de milhares de simpatizantes do presidente Mahmud Ahmadinejad e de seu principal concorrente, Mir Hossein Mussavi, se manifestaram nesta terça-feira em Teerã.
Líderes mundiais encabeçados pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenaram a violenta represália aos manifestantes no Irã, mas o regime iraniano acentuou nesta quarta-feira a pressão sobre os partidários do opositor Mir Hossein Moussavi.
Milhares de manifestantes de oposição se reuniram nesta segunda-feira no centro de Teerã, deixando em alerta a polícia iraniana, em protesto organizado pelo Twitter, rede social na internet, em homenagem à manifestante Neda, morta com um tiro no último sábado, segundo um vídeo que circula na internet.
O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, declarou nesta sexta-feira que "o povo escolheu quem queria" como presidente do Irã.
Khamenei pediu o fim dos protestos contra os resultados das eleições e advertiu que não vai ceder às manifestações nas ruas.
O líder ainda responsabilizou o "extremismo" da oposição por qualquer ato de violência.
Segundo a Anistia Internacional, quinze pessoas morreram nos confrontos durante as manifestações nos últimos dias no Irã.
Com roupas pretas, em sinal de luto, e uma flor branca na mão, em homenagem as sete pessoas mortas segunda-feira em confrontos com a milícia islâmica dos bassij, a oposição voltou às ruas nesta quinta-feira em Teerã.
Centenas de pessoas ao lado do líder Mir Hossein Moussavi participaram da manifestação, desafiando um poder que se mostra cada vez mais dividido.
Milhares de partidários da oposição saíram às ruas nesta para se manifestar contra a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad e também para apoiar Hossein Moussavi, que acusa as autoridades de fraude eleitoral.
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