Ao comentar notícia de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não declarou à Justiça Eleitoral a casa onde mora, em Brasília, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu a apuração do fato, mas ponderou que não se pode "demonizar" ninguém. "Acho que nada deve ser ocultado.
O governo não defende ocultação de nada", afirmou. "Por outro lado, não concordo em demonizar o presidente Sarney e responsabilizá-lo por toda a crise", disse ela, durante longa entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência.
O presidente do Senado, José Sarney, se defende das acusações e diz que todos devem ter confiança de que a Casa está na direção certa.
Centenas de manifestantes foram às ruas, em várias cidades do país, para pedir a renúncia do presidente do Senado, José Sarney.
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Apenas um, dos 663 atos editados na surdina no Senado Federal, nos últimos 15 anos, será anulado.
O escândalo dos atos secretos derrubou dois diretores, mas eles continuam sendo servidores da casa.
Nesta terça-feira, aumentaram os pedidos de afastamento do presidente do Senado, José Sarney.
Uma CPI já começou a ser ventilada em Brasília.
O presidente do Senado vai pedir à Procuradoria-Geral que investigue suposta existência de contas em seu nome no exterior. A informação foi divulgada por meio de uma nota oficial de José Sarney, em resposta a uma denúncia da revista Veja desta semana. Um ofício com o pedido será enviado na segunda-feira.
Segundo a publicação, o parlamentar manteve contas fora do país, entre 1999 e 2001, sem declarar ao Imposto de Renda. Ainda segundo a reportagem, o saldo chegou a ultrapassar os US$ 870 mil. O senador teria recebido ainda US$ 10 mil do ex-dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, depois de uma viagem que fizeram a Veneza, em junho de 2001, para visitar a bienal de artes da cidade.
O presidente do Senado também se defendeu, diretamente, da acusação de que uma sobrinha e um neto teriam sido nomeados para cargos, por meio de atos secretos.
Segundo Sarney, é uma injustiça do país julgar um homem como ele.
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