A barbatana de tubarão é uma iguaria da culinária chinesa, mas seu consumo vem levando espécies quase à extinção. Por isso, pressão de ambientalistas ao redor do mundo tem feito países, restaurantes e a população a repensar o costume.
Nesta semana, foi apresentado no Estado de Nova York, nos EUA, um projeto de lei que proíbe a venda, comércio, posse e distribuição, possivelmente a partir de 2013.
Califórnia, Havaí, Oregon e Washington implementam leis semelhantes que foram aprovadas em 2011; já na Flórida, Illinois, Maryland e Virginia há legislação pendente.
Na Ásia, a estrela do basquete chinês, Yao Ming, faz uma campanha contra o consumo de sopa de barbatana de tubarão junto com o grupo de conservação Wild Aid.
Em Hong Kong, apesar que não haver legislação sobre o tema, uma pesquusa da Bloom Foundation sugere que 88% dos consumidores querem que as autoridades evitem a venda de produtos de animais ameaçados.
A sopa é um prato tradicional chinês, que, acredita-se, traz boa sorte e inúmeros benefícios à saúde. Hoje, é servido principalmente em casamentos e outras celebrações. Cerca de um terço de todo o consumo anual é feito no ano novo chinês.
Os cientistas estimam que cerca de 73 milhões de tubarões são mortos anualmente apenas para retirada da barbatana, levando algumas espécies à beira da extinção. Isso leva ao empobrecimento oceanos, já que o predador chave do ecossistema marinho é retirado. Pela barbatana ser muito mais valiosa do que o resto do tubarão, os pescadores, muitas vezes, cortam-na fora e empurrar o tubarão de volta para o mar. Em Nova York, o quilo da barbatana pode custar até US$ 1 mil e o pote de sopa, US$ 200.
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