Experimente a emoção de um salto de paraquedas

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Outros esportes | 12/04/2011 - 10h51

"Se um homem dispuser de uma peça de pano impermeabilizado, tendo seus poros bem tapados com massa de amido e que tenha dez braças de lado, pode atirar-se de qualquer altura, sem danos para si". A frase é de Leonardo da Vinci, considerado um dos primeiros projetistas de paraquedas, invento que possibilitou ao homem realizar o eterno desejo de voar - mesmo que por alguns segundos.


O uso do paraquedas é bastante antigo. Segundo a Confederação Brasileira de Paraquedismo, há registros do uso no século XIV por chineses acrobatas que se atiravam de altas muralhas, munidos de engenhocas semelhantes a guarda-chuvas gigantes.


Só no século XVII é que um paraquedas é patenteado e o francês Andre-Jacques Garnerin torna-se o primeiro paraquedista do mundo .


O invento foi sendo aperfeiçoado e passou a ser equipamento de segurança obrigatório em aviões militares. Aos poucos, ganhou o gosto dos amantes de emoções fortes e o título de esporte radical: apareceram categorias, equipamentos especiais e técnicas de salto.


A bordo de um avião, a cerca de 12 mil pés de altura, os praticantes saltam em uma queda livre de 50 segundos. Atingem velocidades de até 200km/h e o paraquedas é aberto quando a distância do solo chega entre 5 e 3 mil pés. Por causa da necessidade de equipamentos muito específicos e, claro, de uma aeronave, o esporte é considerado caro.


No Brasil, de acordo com a Confederação, existem 2.805 atletas divididos entre 24 estados. Para ser considerado paraquedista profissional, o praticante deve ter pelo menos 50 saltos de níveis diferentes no currículo.


Principais modalidades:


- FQL (Formação em Queda Livre) – Saltos executados por grupo de 2 a 16 atletas e um cinegrafista. Durante a queda livre, os paraquedistas se unem para formar figuras geométricas no ar.

- Free fly – Nessa categoria os atletas atingem os maiores níveis de velocidade e se jogam em todas as posições que forem possíveis: em pé, sentados, deitados e até de cabeça para baixo.

- Skysurf – Praticamente surfe no ar. O atleta salta do avião munido de prancha fixa nos pés e realiza manobras durante a queda livre.

- Freestyle – Aqui, um atleta realiza movimentos artísticos e de precisão e salta com um cameraman.

- Swoop (pouso de alto desempenho) – Nessa modalidade, quanto melhor for a performance do atleta na hora do pouso, melhor ele será avaliado. Aqui são usados paraquedas menores e mais velozes.

- Wingsuite – O atleta salta com um macacão especial, com tecidos laterais que lhe dão aspecto de “asas”. Assim o deslocamento horizontal é maior e se percorre maiores distâncias.


Esportes Radicais na TV iG:


A TV iG preparou a série "Esportes Radicais" com 8 episódios para apresentar diferentes esportes radicais sob a visão de um atleta.


A ideia é fazer com que o internauta se sinta dentro da manobra e experimente um pouco da sensação de se praticar esportes que unem adrenalina e muito preparo físico.


O vídeo mostra o que o paraquedismo representa para o profissional Ricardo Pettená, praticante da modalidade há 40 anos.


É importante lembrar que para a prática de qualquer esporte radical o atleta deve fazer uso de equipamentos de segurança adequados. Os acessórios são pré-requisito já que estão diretamente relacionados ao desempenho do atleta e principalmente à prevenção de acidentes.


Colaboração de imagens: Emerson "Rubinho" Moraes, Rick Neves e Erico Azambuja


Para mais informações, acesse o site da Azul do Vento.


Produção: Karen Gebara

Vídeo: Imagens: Kauê Agostinho e Shinji Shiozaki. Edição e pós-produção: Shinji Shiozaki



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