A estilista Adriana Degreas fez sua coleção de maiôs, biquínis e adereços focada na história e nos simbolismos da Bahia. O resultado foi de uma exuberância estética de tirar o fôlego, em 60 looks repletos de informação – e revelados por um batalhão de modelos ao final do desfile.
Das escravas Anastácia e Nega Fulô vieram estampas que reeditam de uma maneira muito peculiar os motivos de lenços à la Versace. Talvez seja o dourado, cor escolhida pelas libertas para mostrar seu novo status.
E tudo reluz na passarela de Degreas, com destaque para as aplicações douradas sobre tule, em longos transparentes, sensuais e imponentes. O brilho do lamê também se presta com eficiência à proposta.
A silhueta é de antigamente, direto dos anos 1950, com cinturas altas usadas com bustiês de bojos avantajados, pontiagudos, bem marcados.
O branco é a cor predominante e aparece nas peças de piquê, crochê e delicadas aplicações de margarida sobre tela. A renda verde valoriza o tomara-que-caia e a hot pant. Tiras fazem os tops, inclusive nos vestidos. O azul, que remete à cor de Iemanjá, surge em longos esvoaçantes. O crochê ganha brilho e bordados.
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