Música ameniza jornadas de trabalho

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Música | 29/03/2011 - 22h23

Em todo o mundo, a música ajuda a amenizar a dureza das longas jornadas de trabalho. Foi assim que surgiram gêneros como o blues: dos antigos escravos americanos. No Brasil, também se tornaram tradicionais as canções que acompanham o cotidiano de muitos trabalhadores.


O sol arde, quando os agricultores chegam para mais um dia na roça. Hoje, eles se uniram para ajudar o vizinho a preparar a terra. Um verdadeiro mutirão ou, na forma caipira de falar, simplesmente brão.


A cantoria serve de incentivo para a longa jornada que está por vir. Em cada verso, histórias e causos do homem do campo.


O brão também é um jogo que mistura música com adivinhação. Em um determinado momento do dia, os cantadores formam duplas, improvisam rimas e desafiam os demais participantes a descobrir o tema que está sendo cantado.


Os versos, combinados na hora, servem de pista para os desafiantes. Não se sabe ao certo quando o brão surgiu. Fato é que são raras as famílias que até hoje mantêm essa tradição.


Assim como a cultura do brão, a renda de bilro é uma técnica passada de geração a geração. Essa tradição nasceu a 500 anos atrás na Europa e sobrevive graças às rendeiras de Ponta Negra, em Natal.


O barulho produzido por pequenos instrumentos de madeira, chamados bilros, é insistente e repetitivo. Dá o tom para um trabalho que exige concentração e paciência. Uma peça pode demorar até quatro meses para ficar pronta.


Paciência também é uma virtude de trabalhadoras da Bahia. As mãos pequenas e delicadas são perfeitas para enrolar charutos, um produto nobre numa parte do recôncavo baiano. Quase tudo é feito para exportação, mais importa a qualidade que a quantidade.


Na cadência desse trabalho, as charuteiras também tem seus versos para passar o tempo. Os cantos em ritmo mais lento falam sobre a vida no interior baiano.


As músicas de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros inspira o trabalho de uma professora há 15 anos. Foi num cenário, hoje um ponto turístico de Itapuã, em Salvador, que surgiram personagens importantes da cultura negra baiana.


Por muito tempo, a lagoa do Abaeté em Salvador foi um ponto de encontro das lavadeiras que aproveitavam a água e o sol para lavar e secar roupa e sustentar assim as famílias. Hoje essa tradição já não existe, mas um grupo de mulheres mantém vivas as canções que avós e mães cantavam enquanto trabalhavam.


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