'Vamos ser competitivos em qualidade e preço', diz presidente da Transpetro

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Brasil Econômico | 26/04/2013 - 14h42

A indústria naval brasileira renasceu e o objetivo agora é torná-la competitiva internacionalmente, avalia Sergio Machado, presidente da Transpetro, o braço de logística da Petrobras. E expectativa é chegar a esse ponto em 15 anos – metade do tempo levado pelas atuais potências do ramo para chegar ao topo.


“Atingimos o primeiro pilar, que é voltar a produzir navio no Brasil. Atingimos o segundo pilar, que é 65% [de utilização de insumos nacionais]. E agora estamos na luta do terceiro pilar que é ser competitivo em nível mundial”, disse Machado, durante entrevista sob o tema “Os desafios da logística no Brasil”, promovida pelo jornal Brasil Econômico e pelo portal iG.


Entrevistado por Octávio Costa, editor-chefe do Brasil Econômico, e Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG, Machado lembrou que, embora 95% do comércio exterior brasileiro seja feito por vias marítimas, só 4% é transportado por empresas nacionais.


A essa demanda, soma-se a existente em razão do subaproveitamento da malha hidroviária (a terceira maior do mundo) em favor da rodoviária e, principalmente, aquela criada pelo pré-sal.


“A indústria naval já era estratégica. E um país que vai ter de explorar o pré-sal a 10 quilômetros da costa cada vez vai precisar de sondas, plataformas, barcos de apoio”, diz ele. “E aí o Brasil não tem opção ou não de ter navios. Precisamos de navio para o nosso comércio internacional e agora para a exploração da Amazônia Azul."


Para além do mercado interno, Machado defende que a indústria mire o mercado externo hoje liderado por Japão, Coreia do Sul e Noruega. Embora o Brasil já tenha estaleiros capazes de atingir o mesmo nível de qualidade, o custo de se produzir no País os torna menos atrativos.


“A gente quer atender o mercado brasileiro e o internacional”, diz Machado. “E acho que em 15 anos o Brasil vai atingir o que os outros levaram 30 anos. Com isso, nós vamos ser competitivos a nível mundial não só em qualidade como no preço,”.

 

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