Veja retrospectiva sobre a carreira do jornalista Joelmir Beting

enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios
Brasil | 29/11/2012 - 14h17

Morreu aos 75 anos o jornalista Joelmir Beting. Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e, no dia 25 de novembro, sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico. Joelmir tinha mais de 55 anos de carreira e atuava como comentarista de economia no grupo Bandeirantes.


Palmeirense fervoroso, iniciou na profissão fazendo coberturas de esportes, mas quase foi agredido pela torcida do Corinthians durante a transmissão de um jogo em 1959. O fato fez com que ele deixasse o ramo esportivo de lado. Mas marcou seu nome na história ao criar a expressão 'gol de placa', após uma partida entre Santos e Fluminense, no Maracanã, dois anos depois.


Joelmir José Beting nasceu em Tambaú, interior de São Paulo, em 21 de dezembro de 1936. Neto de imigrantes alemães, acostumou-se cedo a trabalhar duro na propriedade da familia.


Na Rede Globo, ele trabalhou por 18 anos. Teve ainda passagens por rádio e TV Gazeta, rádio CBN e GloboNews. No impresso, manteve sua coluna por 34 anos, primeiro na Folha , mais tarde no Estadao e O Globo. Foi convidado duas vezes para ser ministro, mas rejeitou. Foi também chamado por Fidel Castro para dar uma palestra em Havana, que resultou no livro “Os Juros Subversivos”.


Jornalista renomado, Joelmir já ganhou diversos troféus no Prêmio Comunique-se de Jornalismo, entre eles o de Melhor Jornalista de Economia em 2012.


Em 2001, faturou o Grande Prêmio Instituto Ayrton Senna de Jornalismo. Era descrito pelos amigos e colegas de profissão, como um jornalista que conseguia aproximar a notícia das pessoas, desde os mais jovens à classe mais sofisticada.


Alguns de seus mais célebres trabalhos na TV são o primeiro debate entre candidatos a eleições, na Band, e a entrevista com os membros da equipe econômica de Fernando Collor em março de 1990.


Na ocasião, Zélia Cardoso de Mello, entre outros, foram surpreendidos por Joelmir e Paulo Henrique Amorim, então especialistas em economia da emissora.


Quando Amorim detalhou uma das principais medidas do Plano Collor, o confisco, Joelmir teve uma reação curioso, como descrita pela revista Imprensa: "Encarando a câmera, [ele] arregalou os olhos e escancarou a boca, como se informasse, bem didaticamente, a reação apropriada para a medida: espanto." A imagem seria usada pelo Jornal do Brasil no dia seguinte, sob a manchete "A cara da nação".


Em março de 2004 voltou ao grupo Bandeirantes. Permaneceu até hoje como comentarista econômico nas rádios Band News FM e Bandeirantes, e também do Jornal da Band, na TV. Também era um dos âncoras do programa “Canal Livre”.


Joelmir foi um jornalista multimídia. Escreveu dois livros e dezenas de colunas para revistas semanais. Além disso, ele foi conferencista no Brasil e no exterior. Realizava palestras em empresas, convenções, congressos e seminários. Era onde se reencontrava, como ele dizia, com a profissão que pretendia seguir nos tempos da USP: o magistério.


Joelmir era casado há 53 anos com Lucila, que foi sua assessora durante mais de 25 anos. Juntos, tiveram dois filhos, o publicitário Gianfranco e o jornalista esportivo Mauro Beting.


Palavras-chave: doença , avc , jornalista , jornalismo , falecimento , economia , morte , joelmir beting , econômico ,

Gostou?

VIDEOS RELACIONADOS

Ver todos