Vizinhos e carta traçam perfil do atirador

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Brasil | 07/04/2011 - 21h37

Vizinhos do atirador que invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (07/04), dizem que ele era estranho, reservado e não tinha amigos.


Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, morou em uma casa, em Realengo, até 2009. Com a morte da mãe adotiva, ele foi morar sozinho em outro ponto da cidade. Em entrevista, a irmã do atirador lembrou a última vez que o viu e falou sobre a personalidade do atirador.


Na segunda-feira (04), Wellington esteve em Realengo e passou em frente à casa onde morou. Segundo testemunhas, ele estava vestido todo de preto. A roupa era a mesma usada na invasão da escola.


Depois do ataque, quatro agentes da Divisão de Homicídios passaram a tarde vigiando a casa. Um rapaz que cresceu com Wellington afirma que o atirador sofria com brincadeiras maldosas na escola e na rua, principalmente por parte das meninas.


Uma carta digitada em computador foi escrita por Wellington antes do massacre. Em um trecho, ele se dirige a quem chama de impuros, e diz que somente os castos e os que não cometeram adultério poderão tocá-lo sem luvas.


"Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem usar luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não envolveram em adultério poderão me tocar sem luvas”, escreveu.


Ele ainda escreveu que nada que seja impuro poderá tocar seu sangue. O trecho comprova a premeditação do crime.


O atirador deixa um recado àqueles que forem cuidar do sepultamento: “deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está nesse prédio, em uma bolsa que deixe na primeira sala do primeiro andar”.


Em outro trecho, o homem pede para que um fiel seguidor de Deus vá a sua sepultura e ore pedindo para que ele seja perdoado. "Preciso da visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante da minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz".

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