Brics: Líderes pedem menor dependência do dólar

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Economia | 14/04/2011 - 17h55

Em Sanya, no Sul da China, a presidente Dilma Rousseff e os demais chefes de Estado dos países que compõem o Brics – o Brasil, Rússia, Índia, China e, partir de hoje, a África do Sul – defenderam nesta quinta-feira (14/04) mudanças no sistema monetário internacional, o estabelecimento de um sistema monetário estável, confiável, com ampla base internacional de reserva. A posição foi referendada no comunicado Declaração de Sanya.


As informações são da agência estatal da China, a Xinhua. "A crise financeira internacional expôs as insuficiências e deficiências do atual sistema monetário e financeiro internacional", diz a declaração emitida depois da reunião de cúpula dos líderes dos países do Brics.


Segundo o documento, o grande fluxo de capitais ameaça as economias emergentes. "Apelamos a uma maior atenção diante dos riscos que representam os fluxos em massa de capitais internacionais sobre as economias emergentes", segundo o projeto de declaração.


A presidente Dilma Rousseff, o presidente russo, Dmitry Medvedev, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, tiveram encontros bilaterais com o presidente chinês, Hu Jintao.


Inflação - Os movimentos de capital são mais elevados sobre as economias emergentes do que sobre os países desenvolvidos, onde as taxas de juros são muito baixas. Os fluxos de capital provocam uma pressão inflacionária e uma valorização da moeda em países onde a taxa de câmbio é flutuante, como o Brasil, destaca o projeto de declaração.


Os cinco emergentes alertam ainda para a atual volatilidade das matérias-primas, que ameaça a recuperação da economia mundial.


"Uma volatilidade excessiva dos preços das matérias-primas, particularmente nas áreas de alimentação e energia, representam um novo risco para a manutenção da retomada do crescimento mundial".


Os Brics representavam 18% do PIB mundial em 2010, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), e o comércio entre os membros do grupo cresceu exponencialmente, passando de US$ 38 bilhões em 2003 para um montante estimado de US$ 220 bilhões em 2010.


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