Mudança de discurso em Davos

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Economia | 30/01/2009 - 11h03

Os especialistas reunidos no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que tradicionalmente defendiam o neoliberalismo, acreditam que agora o Estado deve intervir para estabilizar o sistema financeiro e as economias nacionais.

No segundo dia do Fórum, que termina no domingo, a maior parte dos líderes econômicos e políticos concordaram em afirmar que somente a intervenção estatal, especialmente nos países desenvolvidos, impedirá o colapso do sistema financeiro e da economia, além de ajudar a recuperar a confiança nos mercados. Ao mesmo tempo, é necessária, segundo os especialistas, uma coordenação política global na hora de definir estímulos fiscais para que surtam efeito. Em Davos, os analistas destacaram a necessidade de se criar um mecanismo para quantificar os ativos tóxicos que os bancos possuem. Eles defenderam ainda que os acionistas aumentem o capital das entidades de crédito e, caso não sejam capazes de fazer isso, o Estado deve ser o responsável por recapitalizá-los. Em Davos, os economistas se mostraram pessimistas com relação à situação econômica global, mas disseram não acreditar que o mundo se encontre ou se dirija rumo a uma depressão profunda. Durante cinco dias, 40 chefes de Estado, cerca de 15 ministros de Finanças, 20 presidentes de bancos centrais e dezenas de dirigentes empresariais, assim como algumas ONGs -no total, 2.500 presentes -, abordarão em Davos formas de buscar soluções à crise econômica.

Palavras-chave: fórum Econômico Mundial , davos , economia , suíça ,

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