Chernobyl, 25 anos atrás; hoje, Fukushima

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Mundo | 26/04/2011 - 14h32

O mundo recorda nesta terça-feira (26/04) os 25 anos da catástrofe de Chernobyl. Na manhã de 26 de abril de 1986, duas explosões na usina nuclear ucraniana, na então União Soviética, causaram o vazamento de material radioativo no ar.


Vinte e cinco anos depois, a central nuclear de Fukushima, no Japão, foi destruída após um terremoto seguido de tsunami. Mais de um mês após a tragédia japonesa, muitos cidadãos exigem do governo alternativas à energia nuclear.


Guardadas as diferenças, as comparações entre os eventos em Chernobyl e Fukushima são inevitáveis.


"[Na usina japonesa], há três reatores cheios de material radioativo e mais quatro piscinas de resíduos nucleares. Isto se compara a quantidade em apenas um reator em Chernobyl. Então, a quantidade de radioatividade envolvida era muito, muito maior”, afirma Philip White, oficial do Centro de Informação Nuclear para Cidadãos.


O governo japonês determinou uma zona de exclusão de 20 km em torno da usina. Muitos moradores de Fukushima perderam suas casas e enfrentam um futuro incerto. Alguns viajaram a Tóquio para se juntar aos milhares de manifestantes antinucleares.


A senhora Okawara é uma delas. Para a moradora de Fukushima, a situação da usina japonesa se parece com a vivida em Chernobyl. Preocupada, ela gostaria de saber, após 25 anos do acidente na cidade ucraniana, qual o nível da contaminação existente e os efeitos na saúde das pessoas.


Na Ucrânia, a preocupação é recíproca. Pavel Vdovichenko vivia a 180 km da central de Chernobyl, em Briansk, uma das zonas mais afetadas. Depois do acidente ele fundou uma associação de ajuda às vítimas. Agora, ele viajou ao Japão para dar apoio às pessoas afetadas pelo acidente em Fukushima.


“As vítimas de Chernobyl e de Fukushima precisam trabalhar juntas. Precisamos fazer um esforço para garantir que desastres nucleares como estes não se repitam”, apregoa Vdovichenko, sobrevivente de Chernobyl e fundador da ONG "Radimichi – Para as Crianças de Chernobyl".


O governo japonês garante que o risco imediato de um grande vazamento de material radioativo da usina diminuiu. Porém, essa garantia não serve de consolo para muitos que exigem saber por que as lições não foram aprendidas com os erros do passado.


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