DNA de Strauss-Kahn é identificado em roupa de camareira

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Mundo | 23/05/2011 - 19h58

O DNA do ex-diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn foi identificado no esperma encontrado na gola da roupa da camareira que o acusa de agressão sexual e de tentativa de estupro, informou nesta segunda-feira(23/05) a rede de TV americana NBC.

Um porta-voz da polícia se recusou a confirmar esta informação, pedindo que o tribunal fosse consultado, mas este também negou fazer qualquer comentário.


Os resultados dos exames de DNA efetuados em Strauss-Kahn, em sua suposta vítima e na suíte do hotel Sofitel, onde os fatos ocorreram, eram aguardados para o início desta semana.


Segundo a NBC, o esperma de Dominique Strauss-Kahn foi encontrado na gola da camisa da suposta vítima, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades americanas.


Uma porta-voz do tribunal, Erin Duggan, havia declarado nesta segunda-feira de manhã que nada seria comunicado antes do processo, e repetiu a mesma coisa nesta segunda-feira à tarde.


Estes exames devem confirmar se houve ato sexual, mas a prova de violência sexual é mais difícil de ser verificada, ressaltam especialistas.


Strauss-Kahn, de 62 anos, está atualmente em um apartamento no sul de Manhattan que pertence à companhia encarregada de sua estrita segurança e onde só pode ficar por alguns dias.


Por enquanto, ele só é autorizado a sair por razões médicas. Quando for transferido à residência "definitiva" enquanto durar o julgamento, Strauss-Kahn terá direito a assistir a audiências judiciais, reuniões com seus advogados, visitas ao médico e à sinagoga.


Strauss-Kahn deixou a prisão de Rikers Island em troca de condições estritas, entre elas o pagamento de uma fiança de um milhão de dólares em dinheiro e outros cinco milhões de dólares em garantias.


Enquanto isso, os investigadores trabalham nas provas a apresentar como evidências para sustentar a denúncia da funcionária do hotel, uma guineana de 32 anos.


A próxima audiência no Tribunal Criminal de Nova York acontecerá no dia 6 de junho, quando Strauss-Kahn deve se declarar inocente das sete acusações, incluindo agressão sexual, tentativa de estupro e cárcere privado.


Se for condenado pelas sete acusações, Strauss-Kahn pode pegar até 74 anos de prisão.


Strauss-Kahn renunciou ao posto de diretor-gerente do FMI na quarta-feira passada, em uma carta enviada ao Fundo Monetário Internacional.

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