Entrevista com Luis Fernando Veríssimo

enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios
Mundo | 20/02/2009 - 12h23

Um pouco tímido e acanhado, mas parecendo à vontade rodeado por vários conterrâneos, Luis Fernando Veríssimo participou de um encontro com jornalistas, leitores e tradutores na Embaixada Brasileira em Madri, na Espanha.
Ainda pouco conhecido no país europeu, Veríssimo visita a Espanha esta semana para divulgar o livro "Borges e os Orangotangos Eternos", traduzido ao espanhol.


Em uma entrevista concedida à Agência Efe, esse gaúcho polivalente - além de escritor, ele é poeta, cronista, jornalista e músico - falou sobre política, literatura, viagens e novos projetos.
"Todos os livros que escrevi até hoje foram encomendados. Agora estou fazendo o primeiro que eu mesmo me encomendei", brincou o escritor. A obra já tem nome, "Os Espiões", uma trama que se passa no interior do Rio Grande do Sul. Veríssimo ainda está trabalhando no texto e acredita que o lançamento no Brasil será feito na metade ou no fim de 2009.
Veríssimo também falou sobre os novos talentos da literatura brasileira na era do mundo digital. Segundo ele, à margem das dificuldades para publicar livros impressos da forma tradicional, a tecnologia tem facilitado um pouco o trabalho dos jovens escritores. "Muita gente está aproveitando o computador, a internet e os blogs para escrever, isso é bom. Mas, para ter sucesso como escritor, o mais importante é a originalidade do relato", disse.
Com quatro obras traduzidas ao espanhol, Veríssimo diz que infelizmente são poucos os autores brasileiros reconhecidos no exterior. "Alguns como Jorge Amado e Rubem Fonseca são conhecidos fora do Brasil, mas nós não temos o mercado que tem por exemplo um Vargas Llosa ou um García Márquez. A língua portuguesa não proporciona esse mercado para os seus escritores", declarou.
Apesar de nunca ter enfrentado problemas para entrar em um país, Veríssimo falou sobre a polêmica dos brasileiros barrados nos aeroportos europeus. "O problema é o tratamento, não é barrarem ou investigarem a pessoa que está chegando, mas sim a maneira como tratam os brasileiros, de uma forma um pouco truculenta", disse o escritor.

Palavras-chave: Luis Fernando Veríssimo , livro , veríssimo , entrevista ,

Gostou?

VIDEOS RELACIONADOS

Ver todos