França reforça segurança contra atentados

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Mundo | 20/03/2012 - 11h19

Um atirador de moto matou quatro pessoas, entre elas um homem, seus dois filhos e uma menina de sete anos, em Toulouse, no sudoeste do país. O atentado ocorreu em frente à escola judaica Ozar Hatorah, na segunda-feira (19/03). O alerta máximo foi ativado.


O rabino e professor franco-israelense esperava no ponto de ônibus com seus dois filhos quando foi surpreendido pelo assassino que atirou nos três e, logo depois, perseguiu uma outra garotinha, matando-a à queima roupa. Um jovem de 17 anos ficou gravemente ferido. O matador conseguiu fugir.


Este foi o último de uma série de ataques que levantam a suspeita de serem perpetrados por uma pessoa racista. Policiais dizem que foi usada uma pistola de calibre 45, mesma arma utilizada em outros dois atentados na região em que três militares, um antilhês e dois árabes do norte da Africa, perderam a vida.


Mais de 100 estudantes estavam na escola no momento em que o assassino efetuou os disparos. O rabino Jonathan Sandler tinha 35 anos e seus filhos tinham 4 e 5 anos, respectivamente. A menina de sete anos, Myriam Monsonegro, era filha do diretor do colégio.


A onda de violência fez com que as autoridades francesas reforçassem a segurança nas escolas e sinagogas. O atentado revoltou a França, país onde raramente se veem ataques a colégios. Além disso, atraiu a condenação de Israel e EUA.


O fato está repercutindo na campanha eleitoral - os franceses votarão para presidente em 22 de abril. Questões relacionadas à imigração estão se tornando protagonistas de um chavão que servem como disfarce para sentimentos racistas e antissemitas.


Dos dez candidatos às eleições presidenciais francesas, oito deles, incluindo o presidente Nicolas Sarkozy, decidiram suspender por três dias a campanha em memória às vítimas do ataque contra a escola judaica de Toulouse. Nesta terça-feira, apenas dois candidatos, François Bayrou e Jean-Luc Mélénchon, confirmaram que mantêm os compromissos eleitorais.


A divisão antiterrorismo da promotoria da França abriu uma investigação sobre o ataque ao colégio israelita e o assassinato dos militares. A polícia francesa também investiga duas cartas de ameaça, idênticas, enviadas a duas sinagogas da região. O antissemitismo não deixa dúvidas, como demonstra o seguinte trecho: "..Vocês são o povo de Satã, que os espera no inferno".


* Com RFI - Radio France Internationale


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