Itália é condenada por crucifixos em escolas

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Mundo | 09/11/2009 - 14h02

A Corte Europeia de Direitos Humano determinou que o governo italiano terá de pagar 5.000 euros de indenização por danos morais a Soile Lautsi, cidadã italiana de origem finlandesa, que apresentou um recurso contra a exposição de crucifixo em instituições de ensino.

Em 2002, Lautsi tinha pedido para o instituto público Vittorino da Feltre, localizado na cidade de Abano Terme, na Província italiana de Padova, e frequentado por seus filhos, de 11 e 13 anos, que retirasse os objetos religiosos, mas a solicitação foi negada.

Em sua decisão, a Corte Europeia entendeu que a presença de símbolos de representação religiosa em escolas constitui "uma violação [dos direitos] dos pais em educar seus filhos segundo suas próprias convicções" e uma "violação da liberdade de religião dos alunos".

"A presença do crucifixo --que era impossível não notar nas salas de aula-- pode ser facilmente interpretadas pelos alunos de todas as idades como um sinal religioso e eles poderiam sentir que estavam sendo educados em um ambiente escolar com a marca de uma determinada religião", diz o texto da decisão da Corte Europeia, a primeira do gênero.

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