Muçulmanos da etnia rohingya fogem da violência em Mianmar

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Mundo | 29/10/2012 - 15h22

As autoridades birmanesas elevaram nesta segunda-feira (29/10) a mais de cem o número de mortes causadas pela intensificação da violência sectária no oeste de Mianmar, onde foi imposto o toque de recolher em pelo menos duas cidades.


Durante a atual crise, nas aldeias do estado de Rakhine, contíguo a Bangladesh, quase duas mil casas e oito templos foram destruídos e dezenas de pessoas ficaram feridas.


Em uma tentativa de evitar que aconteçam novos enfrentamentos de intolerância, as autoridades mantiveram o toque de recolher nas aldeias de Mrauk U e Minbya, origem dos atos violentos que depois se estenderam a outras localidades.


Há dois dias, o governo deu a ordem de enviar tropas de reforço à região, na qual a onda de violência iniciada em 28 de maio causou 88 mortes, a maioria delas de muçulmanos da etnia rohingya.


O estopim dessa primeira onda de violência, durante a qual também foram destruídas 2.230 casas e 100 mil pessoas fugiram das aldeias, foi a descoberta do cadáver de uma mulher budista estuprada e assassinada por três muçulmanos.


Em torno de 800 mil muçulmanos da etnia rohingya vivem em Mianmar, a maioria em Rakhine, embora as autoridades deste país, de maioria budista, não reconheçam sua cidadania e afirmem que eles procederam de Bangladesh.


Esta comunidade apátrida também não é reconhecida em Bangladesh, onde cerca de 300 mil rohingya se encontram amontoados em campos de refugiados.

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