Na crise, portugueses passam fome

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Mundo | 02/06/2011 - 19h36

Portugal vai às urnas neste domingo (05/06) para eleger um novo Parlamento em meio a pior crise do país em décadas. As medidas de austeridade contra o enorme déficit público são tão duras que algumas pessoas precisam recorrer à caridade para sobreviver.


Antônio Manuel é um deles. Há nove meses, ele come diariamente em um centro de caridade em Setúbal, a 40km de Lisboa. O ex-segurança está desempregado há dois anos e a refeição gratuita tem sido uma ajuda vital.


O centro distribui 350 refeições durante o almoço e o jantar. Dá até para escolher entre comer no local ou levar para viagem. O lugar atrai sem-tetos e desempregados, além dos novos pobres de Portugal: pessoas com emprego, mas afogadas em dívidas altas.


Para abastecer as insituições de caridades, todos os dias, 44 toneladas de alimentos saem de um armazém público, em Lisboa. A recessão e o desemprego aumentaram drasticamente a pobreza em Portugal. Em 2010, cerca de 320 mil pessoas buscaram ajuda alimentar, 60 mil a mais do que no ano anterior.


Mais de 200 mil pessoas em Portugal não fazem ao menos uma refeição completa por dia. O governo está limitado pelos problemas financeiros do país. Quem ganhar as eleições legislativas, no domingo, terá de implementar novas medidas de austeridade - exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE).


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