Papo na redação: Entenda a crise no Egito

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Mundo | 05/07/2013 - 13h59


O Exército do Egito depôs na quarta-feira o islamita Mohammed Morsi, que estava há apenas um ano no poder depois de ter sido eleito nas primeiras eleições livres do país. Membro da Irmandade Muçulmana, grupo islâmico que passou décadas banido da política egípcia em seus mais de 80 anos de existência, Morsi era acusado por seus opositores de tentar monopolizar o poder nas mãos dos islâmicos, de polarizar o país e de ser ineficiente em relação à crise econômica.Por causa desse cenário, milhões de opositores saíram às ruas desde domingo para reivindicar sua renúncia.

O Exército, que domina a política egípcia desde a queda da monarquia, em 1953, e sempre viu com suspeitas a Irmandade Muçulmana por ser secular, respaldou-se nas manifestações em massa para intervir. Na segunda, impôs um ultimato de 48 horas para que o presidente “acatasse as demandas populares”.

Perante a resistência do islamita, o Exército realizou o golpe na quarta, depondo Morsi, suspendendo a Constituição e anunciando a instalação de um governo tecnocrata que ficará no poder interinamente até a realização de novas eleições. A data para a votação, porém, ainda não foi anunciada.

Golpe no Egito:
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Desde quarta, o Exército aumentou seu controle sobre o país com a prisão de membros da Irmandade Muçulmana e tirando do ar TVs aliadas ao presidente deposto. Nesta sexta, disparou contra partidários de Morsi que saíram às ruas para reivindicar o retorno do presidente eleito em 30 de junho do ano passado.

Em comunicados, os EUA, a União Europeia e a ONU pediram que o país retornasse rapidamente a um governo civil, mas evitaram caracterizar o que aconteceu como golpe de Estado. Se o fizerem, terão de impor sanções ao Egito, que é estratégico para a estabilidade regional por ser um dos dois únicos países do Oriente Médio a ter um tratado de paz com Israel. Se reconhecerem o que aconteceu como golpe, os EUA teriam de suspender o envio ao país de uma ajuda militar e econômica anual de US$ 1,5 bilhão. A ajuda é enviada ao Egito desde 1979, quando o acordo de paz com Israel foi assinado.Agora o país enfrenta um período de crise com a possibilidade de escalada da violência entre os partidários de Morsi, que garantiram sua vitória no ano passado com quase 52% dos votos, e seus opositores.

Cronologia:
 Entenda a crise que levou à queda de Morsi no Egito

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