Premier paquistanês diz que apenas o Parlamento pode forçar sua saída

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Mundo | 27/04/2012 - 12h27

O primeiro-ministro do Paquistão, Yusuf Raza Gilani, declarado culpado na quinta-feira (26/04) de desacato à justiça por negar-se a reabrir um processo por corrupção contra o presidente Asif Ali Zardari, afirmou nesta sexta-feira que apenas o Parlamento pode obrigá-lo a deixar o cargo.


Os especialistas em direito constitucional estão divididos sobre o caso. Alguns consideram, como prevê a Constituição, que um homem condenado deve ser automaticamente destituído de qualquer cargo de eleição popular, assim como do governo. Outros afirmam que a decisão cabe apenas ao Parlamento.


O premier anunciou ainda que apelou da sentença. "Nenhuma lei prevê a destituição de um primeiro-ministro eleito. O Parlamento é a autoridade suprema e apenas este Parlamento tem a autoridade para destituir", disse Gilani na Assembleia Nacional.


O Tribunal Supremo declarou Gilani culpado de negar-se há mais de dois anos de solicitar à Suíça a reabertura de um processo contra o presidente Zardari por lavagem de dinheiro público nos anos 1990.


O chefe de Governo, que poderia ter recebido uma pena de seis meses de prisão, foi finalmente libertado por decisão da Corte Suprema.


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