Vídeo exclusivo - exército se prepara para resgatar Ingrid Bettancourt

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Mundo | 06/05/2011 - 10h43

Em julho de 2008, o Exército da Colômbia protagonizou uma operação de inteligência perfeita, a “Xeque-Mate”, que conseguiu ludibriar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e resgatar 15 reféns, entre eles a senadora Ingrid Bettancourt.


O iG obteve um vídeo do Exército com trechos inéditos no Brasil e o apresenta em três partes, com imagens da preparação e treinamento dos agentes, até a execução da operação e a celebração dos sequestrados após serem libertados pelos agentes disfarçados.


Com o apoio logístico e de inteligência dos Estados Unidos, os sequestrados – alguns com até dez anos de cárcere na selva amazônica do país – foram libertados sem uso de violência.


Isso foi possível porque os colombianos interceptaram as comunicações das Farc e decifraram seus códigos. No que é chamado no jargão militar de “guerra eletrônica”, os agentes isolaram dois diferentes grupos das Farc e passaram a conversar separadamente com cada um deles, como se fossem guerrilheiros do grupo.


De um lado, operadoras mulheres fingiam receber e concordar com as ordens ditadas pelos operadores de Mono Jojoy, um dos chefes da organização; no outro, passaram a dar instruções aos captores, pelos intermediários do “comandante César”.


O vídeo mostra essas mulheres trabalhando em um ambiente com sons semelhantes aos da floresta para não despertar desconfianças do outro lado.


“Se você erra uma sílaba, uma palavra mal escrita, à qual não estão acostumados, eles pensam: ‘Isso não foi escrito pelo camarada’. Então tínhamos de conhecer cada termo, senão poderíamos pôr tudo a perder”, disse, em vídeo, o comandante da ação. De acordo com uma operadora de rádio, os reféns eram chamados de “cargas” e “pacotes”. “Não se falava diretamente a palavra ‘sequestrados’”, explica.


Além da interceptação eletrônica, a parte mais difícil seria tirar os prisioneiros das mãos das Farc.


Uma tentativa anterior, com o uso de força, falhara e resultara na morte dos reféns, pelos guerrilheiros, quando houve a aproximação do Exército. “O que pretendemos fazer foi ludibriá-los. Chegar a casa, ao coração dos terroristas das Farc, e tirar deles os seqüestrados, libertando-os”, disse um do grupo.


Para isso, foi criada uma “história-cobertura”, ou uma fachada, destinada a fazer parecer real o que na verdade é uma encenação, como mostra o primeiro filme, acima.


As operadoras do Exército instruíram os guerrilheiros a juntar os reféns e a levá-los até um local na Amazônia, onde seriam realocados por helicópteros de ação humanitária, como já tinha ocorrido em outras situações.


O grupo, acompanhado do comandante César e de mais um homem, seria levado até o novo líder das Farc, Mono Jojoy.


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