Vila na Ucrânia sofre efeitos de Chernobyl

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Mundo | 19/04/2011 - 15h31

Faz 25 anos do desastre de Chernobyl, o maior acidente nuclear da história. O número de mortos é discutido até hoje, com casos de contaminação ainda sendo registrados. As pessoas que vivem perto da zona de exclusão na Ucrânia ainda sentem os efeitos da radiação.


Uma delas é Narodichi, uma vila a cerca de 30 km da zona de exclusão de Chernobyl. Há duas décadas e meia, dois terços da população deixaram a vila e muitas casas seguem em ruínas.


Oficialmente ninguém deveria viver na vila, porém, pelo menos três mil pessoas ficaram ou voltaram após o acidente, expondo a saúde ao risco radioativo.


"Somente 10% de nossas crianças são saudáveis. As demais têm todo tipo de doença. Quase nenhum adulto é saudável. Todos têm pelo menos uma, duas ou três doenças relacionadas à radiação”, relatou a médica Maria Pachtchouk, do hospital de Narodichi.


Câncer, doenças da tireóide, anemia. Vinte e cinco anos depois as pessoas ainda sentem o efeito do desastre de Chernobyl. O consumo de alimentos cultivados na região é um dos motivos. Os produtos mais perigosos são leite, frutas e cogumelos.

“Nos cogumelos existem 15.700 becqueréis, apesar do nível aceitável ser 2.500. Seis a sete vezes acima do limite. Mas já foi pior. Já registramos 20 ou até 40 vezes acima do normal”, afirmou Vladimir Kolesnik, cientista de um pequeno laboratório que inspeciona alimentos trazidos pelos habitantes locais.


As autoridades tentam impedir o consumo de alimentos contaminados, mas muitas vezes a população não tem opção. Katia Zimykha, habitante da vila, não apenas come os cogumelos, como os vende também. “Moro próximo à floresta. Como vou comprar comida própria? Com que dinheiro? Onde arrumo trabalho por aqui? Só moro na região por causa da floresta. Cogumelos e frutas nos ajudam a sobreviver”, disse.


Já que não é possível impedir que as pessoas plantem no solo contaminado, agricultores procuraram outra solução. Eles passaram a cultivar colza, uma planta que reduz a radioatividade da terra. Mas o triste legado radioativo no solo vai seguir vivo ainda por muitos anos.


Veja em Último Segundo:


Chernobyl: 25 anos depois



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