Ministros do STF batem boca ao julgar condenações do mensalão

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Política | 14/11/2013 - 13h33

Nesta quarta-feira (13/11), a proposta de mandar imediatamente os condenados para a cadeia foi motivo para um novo embate entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, e o antigo revisor do processo, Ricardo Lewandowski.

A execução das penas foi defendida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A ideia foi reforçada por Barbosa.

Lewandowski disse que não era possível encerrar o processo, porque os advogados dos réus precisariam se manifestar formalmente nos autos sobre os pedidos de prisão. Barbosa ficou irritado e acusou o colega de manobrar para adiar a conclusão do caso.

O ministro Marco Aurélio Mello concordou com Lewandowski e saiu em sua defesa, pedindo que Barbosa moderasse a linguagem e evitasse adjetivos.

"— O Ministério Público teve um tempo largo para contraditar os recursos dos réus. Não o fez. O fez na véspera do julgamento, marcado há 15 dias.

Isso (a defesa usar o recurso para protelar) é manobra — acusou Barbosa.

— Não use adjetivação — pediu Marco Aurélio.

— Eu uso. É ou não é manobra? — retrucou o presidente.

— Coordene os trabalhos com urbanidade — recomendou Marco Aurélio.

— Estou coordenando com muita tranquilidade — respondeu Barbosa.

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