Pesquisadores gaúchos desenvolveram o primeiro protetor solar brasileiro fator 100.
Com uma tecnologia inédita, o produto é mais aderente e eficaz, do que os concorrentes importados.
Nanopartículas biodegradáveis e resistentes à água, feitas com óleo de buriti e outros materiais usados pela indústria cosmética, foram incorporadas de forma inovadora a um filtro solar desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a empresa Biolab Farmacêutica, de São Paulo.
O desenvolvimento de produtos cosméticos baseados em nanotecnologia é um caminho que vem sendo trilhado há tempos por empresas internacionais como as francesas L’Oréal e Chanel (leia mais sobre o assunto na edição nº 146 de Pesquisa FAPESP). “Fizemos uma formulação que permite ao produto ficar mais tempo na pele e, mesmo quando em contato com a água, ele não sai tão facilmente”, diz Alário.
Lançado em novembro de 2009 com o nome comercial de Photoprot fator de proteção solar 100, com 40 mililitros, o produto protege contra a radiação ultravioleta dos tipos B (UVB) e A (UVA).
O primeiro tipo, o UVB, com maior incidência entre 10 e 15 horas, provoca vermelhidão, ardor, descamação, queimadura e câncer de pele.
O UVA é responsável pelo envelhecimento precoce e alguns tipos de câncer.
Além do óleo de buriti, um agente antioxidante, a fórmula contém os filtros solares orgânicos avobenzona e octocrileno, substâncias fotoestáveis que mantêm a eficácia dos filtros por várias horas.
O preço de venda nas farmácias está em torno de R$ 70,00.
Como a empresa tem uma destacada atuação na área farmacêutica e só recentemente começou a trabalhar com a linha Cosmiatric, de produtos cosméticos com ação terapêutica, inicialmente o fotoprotetor está sendo divulgado entre os médicos.
Mas, ao que tudo indica, em pouco tempo o Photoprot também estará no mercado externo.
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